Acelere seu negócio com Planejamento Estratégico a partir de Benchmarking e Método OKR

A Gama Academy é uma empresa que tem o propósito de descobrir e acelerar talentos nas áreas de programação, design, marketing e venda. Hoje, mais de 30 startups contratam seus colaboradores por meio da Gama Academy, incluindo VivaReal, Cabify, Rock Content, App Prova, Sympla, Descomplica, Samba Tech, Méliuz e Netshow.me.

A empresa utilizou benchmarking para desenhar seu modelo de negócio através das melhores práticas de mercado e traçou a jornada da empresa engajando seu time a partir do Metodologia OKR, ferramenta que auxilia na gestão de metas e objetivos.

Ciente das etapas decisivas para a formatação de um produto realmente relevante, o CEO da Gama Academy, Guilherme Junqueira, reuniu todas as informações que necessitava para o desenvolvimento de produtos da Gama, Junqueira recorreu à técnica do Benchmarking.

O que é Benchmarking

Benchmarking é o processo de pesquisa sobre melhores práticas de mercado, incluindo métodos e procedimentos, dados e métricas. Normalmente, se busca informações sobre empresas dentro do segmento de interesse, entretanto, em alguns casos, observar melhores práticas de outros segmentos também pode ser vantajoso se o empreendedor enxergar a possibilidade de adaptação ao seu negócio.

A prática de benchmarking surgiu com a Xerox, final do século XX. A empresa preciso estudar o desempenho das outras empresas do mercado para elaborar uma solução mais competitiva.

“Benchmarking é o processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas em relação aos mais fortes concorrentes, ou às empresas reconhecidas como líderes em suas indústrias”, essa é a definição de David T. Kearns, na época CEO da empresa americana e que consta do livro Benchmarking: o caminho da qualidade, do autor Robert Camp.

Fazer benchmarking não significa copiar os concorrentes, mas sim identificar, estudar, analisar e adaptar as práticas a favor do seu negócio, buscando sempre um diferencial de mercado. Além disso, é importante buscar metrificar ou quantificar ao máximo essas informações.

São vários os tipos de Benchmarking, que podem ser analisados separadamente ou em conjunto a fim de proporcionar uma visão mais abrangente do mercado.

O Benchmarking pode ser feito através de networking, trocando informações com outras empresas ou pesquisando por dados que podem estar disponíveis online ou em relatórios.

O que o empreendedor deve ter em mente é que este é um processo contínuo, ou seja, deve ser uma ferramenta valiosa para o progresso da empresa, pois, se bem feito, oferece possibilidades interessantes para o bom desempenho do negócio.

Exemplos de Benchmarking:

O exemplo clássico de benchmarking é a da Xerox que desmontava os equipamentos das concorrentes para descobrir os componentes utilizados e que possibilitavam a elas vender produtos a preços inferiores que o seu.

Além dela, a Assolan, empresa de produtos de limpeza, se manteve no mercado por meio de análises das práticas e processos utilizados pela sua maior concorrente, a Bombril, embora a primeira fosse anos mais antiga que a segunda.

Outro exemplo de benchmarking foi realizado pela Gol Linhas Áreas, que baseada em práticas adotadas por empresas internacionais do mesmo segmento, como a Easy Jet, implantou o modelo “low cost”, que significou a retirada de alguns benefícios durante o voo (ex: refeição gratuitas), impactando diretamente na redução do valor da passagem.

No caso da Gama, o CEO observou as melhores práticas adotadas por importantes centro de ensino e formação profissional na área de tecnologia espalhados pelo mundo e que poderiam ser adaptadas e aproveitadas para sua empresa, criando o seu próprio modelo de negócio, baseado em um conjunto de aprendizados já validado pelo mercado.

Junqueira fez benchmarking com instituições como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Stanford e Perestroika.

Como método para organizar seus objetivos e metas, escolheu umas das ferramentas de planejamento estratégico mais utilizadas por empresas de alto desempenho e que é facilmente adaptada para negócios dos mais diversificados tamanhos e setores de atuação: a Metodologia OKR.

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Conheça a Metodologia OKR

O Método OKR (Objectives and Key Results) é uma ferramenta para gestão de metas e objetivos, obrigatoriamente mensuráveis, de uma empresa.

Essa metodologia foi originalmente desenvolvida por Andy Grove, um dos primeiros funcionários da Intel e que chegou ao cargo de CEO da empresa norte-americana.

No final dos anos 90, o método foi adotado pelo Google e, desde então, as empresas mais inovadoras e de alto desempenho do mundo também têm adotado esse sistema de planejamento estratégico.

No livro Objectives and Key Results: Driving Focus, Alignment, and Engagement with OKRs, obra de Paul R. Niven e Ben Lamorte, os autores descrevem como a metodologia nasceu e como tem sido usada por companhias líderes em diversos segmentos para guiar seus times e colaboradores a pensar mais amplamente sobre as inúmeras possibilidades, construir seus objetivos e metas e atingir o melhor desempenho potencial.

Para os autores, a definição de OKR consiste em “uma ferramenta de pensamento crítico e de uso contínuo que busca que funcionários trabalhem juntos, focando seus esforços em contribuições mensuráveis que impulsionem a empresa” (tradução livre da Academia PME).

Em geral, na Metodologia OKR, uma meta macro é elaborada para toda a empresa, com características que inspiram, e a partir dela, as áreas e setores elaboram suas metas específicas. Esse é o modelo utilizado na Gama, onde a partir da meta global, os setores, times e indivíduos terão suas metas elaboradas e total autonomia para definir os caminhos para a realização das mesmas.

Os OKRs são compostos por dois componentes: Objetivo e Resultados-Chave (Key Results). O Objetivo é o que se planeja entregar, ou seja, é a resposta para a pergunta “Aonde quero chegar?”. Geralmente, os objetivos são claros, concisos e inspiradores, que motivem a equipe a conquistá-los.

Os Resultados-Chave podem ser definidos ao responder a seguinte questão: “Como eu vou saber se estou chegando lá?”. Eles são estabelecidos como um meio para o objetivo final. São sempre compostos de elementos que possam ser mensuráveis, num período também determinado, para serem capaz de indicar se o objetivo está sendo alcançado.

Ou seja, na metodologia OKR, o Objetivo é qualitativo enquanto que os KRs são quantitativos.

“A gente está conseguindo fazer retrospectivas semanas, onde dou a visão, o panorama geral do que eu acredito que seja a visão macro da empresa, em todas as áreas, olhando de maneira holística, e as pessoas também dão um reply de como elas também vão planejar e trabalhar a semana, quais vão ser as suas prioridades. Eu acredito muito que o gestor tem que definir o que precisa ser feito, e o profissional é quem decide como fazer. Isso é dar autonomia, dar poder às pontas”, comenta Guilherme Junqueira.

Outro tópico abordado pelos autores e também empregado pelo CEO da Gama é a elaboração de objetivos claros, de fácil compreensão para suportar o objetivo final, para o qual todos os esforços são concentrados.

Os prazos para cumprimento das metas podem variar, sendo habitualmente mais utilizado o período de três meses para a entrega final. No decorrer desse tempo são realizadas reuniões de desempenho semanais com avaliações da necessidade de correção de rotas para o cumprimento da meta global ao final do trimestre.

“Embora exista margem para customizar cada implementação, uma boa prática aplicada na utilização de OKRs é definir e medir trimestralmente o progresso. Então, estabelecer prioridades é fundamental. E à medida que as mudanças internas e externas aceleram os negócios, é essencial que novas informações sejam assimiladas, analisadas e transformadas em conhecimento, que poderá ser usado para inovar e potencialmente alterar a estratégia ou plano de negócio” (trad.livre), reforçam Niven e Lamorte em uma das passagens do livro.

Para que a Metodologia OKR seja efetiva dentro uma empresa, dois fatores são indispensáveis: metas e objetivos possíveis de serem mensuráveis por métricas a serem definidas e a uma equipe engajada, comprometida, autônoma e ciente do propósito maior do negócio.

Assim, quando a metodologia OKR é bem aplicada, torna-se uma ferramenta de transformação cultural dentro da empresa e colabora para um ambiente organizacional de alto rendimento com foco em resultados.

Exemplos de OKrs para você se inspirar:

  • Objetivo 1: Construir uma cultura de engajamento dos colaboradores
    Resultados-chave:
    KR 1: Atingir nota 9 no índice de engajamento
    KR 2: Garantir que todos os colaboradores recebam ao menos 3 feedbacks
    KR 3: Realizar 4 atividades filantrópicas sugeridas pelos funcionários

 

  • Objetivo 2: Acelerar o crescimento de receita recorrente
    Resultados-chave:
    KR 1: Entregar R$ 5 milhões em receitas de inscrição
    KR 2: Aumentar a receita mensal por assinante para R$ 300
    KR 3: Contratar 3 novos vendedores

 

  • Objetivo 3: Ter uma base incrível de leads
    Resultados-chave:
    KR 1: Aumentar visitas mensais no website em 30%
    KR 2: Ter 4 parcerias para link building
    KR 3: Bater a marca de 2.000 leads a partir de busca paga

 

 



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