As características das organizações exponenciais

Por que algumas empresas alcançam o sucesso muito mais rápido do que outras? O que faz com que elas consigam chegar lá enquanto tantas outras fecham as portas?

A resposta para essas perguntas é: elas são Organizações Exponenciais.

As Organizações Exponenciais são negócios que crescem 10 vezes mais e mais rápido do que empresas tradicionais. Para isso acontecer, elas possuem características em comum, como pensar grande, independente do segmento de atuação. Dentre essas particularidades, todas possuem um Propósito Transformador Massivo (PTM), que são as ambições que a empresa quer realizar.

Essas ambições podem não ser de fato como elas atuam, mas sim algo inspirador que pregam aos seus clientes e colaboradores para fazê-los acreditar no produto. O livro “Organizações Exponenciais”, dos autores Salim Ismal, Michael Malone e Yuri Van Geest, cita como exemplo de um PTM forte a marca Apple, que todos os anos forma filas de espera de compradores que anseiam pelos novos produtos e não abrem mão deles.

Os autores explicam que, com o tempo, os produtos se misturam com a marca e ficam ainda mais poderosos, pois os consumidores enxergam valor naquela empresa e querem continuar fazendo parte dela.

Da mesma forma que os clientes vão querer participar da marca, o PTM atrai também grandes talentos profissionais e retém maior visibilidade no ecossistema de empresas, desde startups até ONGs. Com isso, os custos de aquisição, transação e retenção dos participantes desse ecossistema diminuem.

Além do Propósito Transformador Massivo, os autores do best-seller de “Organizações Exponenciais” identificaram outros 10 atributos recorrentes entre as principais ExOs. Eles refletem características internas e externas que auxiliam no crescimento exponencial dessas organizações.

Salim Ismail, Michael Malone e Yuri Van Geest ressaltam que empresas que apresentam no mínimo quatro desses atributos já podem ser caracterizadas como exponenciais por estarem à frente de seus concorrentes de mercado. Porém, quanto mais atributos elas tiverem, mais expansíveis se tornam.

Veja a imagem abaixo:

Os atributos externos, ou Escala, são divididos em:

Equipe sob demanda: hoje uma habilidade se mantém por apenas cinco anos, por isso, ExOs optam por contratar sob demanda e criar equipes mais enxutas. Dessa forma, nenhum dos colaboradores se torna obsoleto e o time cria laços mais fortes, além de permitir que todos tenham novos aprendizados e sejam mais ágeis.

Comunidade e multidão: as comunidades são importantes por diversos aspectos, entre eles obter feedbacks, encontrar colaboradores ou prestadores entusiastas do mesmo propósito, gerar ideias, além de promover o serviço/produto. Este atributo aumenta a fidelidade dos clientes, que se sentem respeitados pela marca, e agiliza o crescimento e a implementação do negócio.

Algoritmos: o mundo funciona da base de algoritmos, desde freios ABS até o sucesso dos filmes de Hollywood. Um dos exemplos apresentados em “Organizações Exponenciais” é o algoritmo PageRank do Google, que classifica a popularidade das páginas da web. Algoritmos são uma sequência de comandos computacionais que tem o objetivo de realizar tarefas. Diferentemente de pessoas, trabalhar com algoritmos traz resultados mais escaláveis e menor incidência de erros, o que os torna fundamentais para o futuro do negócio.

Ativos alavancados: as ExOs podem possuir, compartilhar ou usufruir de ativos. Elas se ajustam a fim de reduzir custos marginais e aumentar a agilidade, dependendo da necessidade. Não ter um ativo pode ser a melhor opção se o negócio não precisar de recursos escassos, como no caso do Stayfilm, que opera usando os servidores de parceiros como a Amazon e Microsoft. Se não for esse o caso e a empresa precisar de um recurso escasso, é melhor então que o tenha como propriedade.

Engajamento: engajar significa criar efeitos de rede e ciclos de feedbacks de grande alcance. Um exemplo de engajamento em ExOs é a gamificação, quando as empresas criam jogos para os usuários alcançarem objetivos e acumularem pontos. Isso incentiva a fidelidade, confiança e o engajamento com o produto. Porém, além de engajar o cliente, é importante também que a empresa tenha engajamento com seus colaboradores promovendo bonificações e reconhecimento.

Vamos entender agora cada um dos atributos internos, ou Ideias.

Interfaces: as interfaces são plataformas que filtram e organizam os processos da empresa e o que ela oferece ligando-a a entidades externas. É a forma de unir duas partes que não podem se comunicar diretamente. Um exemplo citado pelos atores é o da App Store da Apple, que possui 1,2 milhão de aplicativos, baixados mais de 75 bilhões de vezes, ou seja, conectando os serviços aos usuários.

Dashboards: no livro “Organizações Exponenciais”, os autores alertam para a quantidade de dados, pois, à medida que crescem, a necessidade de desenvolver uma maneira de medir e gerenciar a organização aumenta). Um dashboard, ou painel de controle, mostra em tempo real todas as informações atualizadas do que cada colaborador está realizando, e essa tela é acessível para toda a empresa. Isso permite que os funcionários melhorem seu desempenho e sejam menos suscetíveis a erros.

Uma das estratégias mais utilizadas pelas ExOs é a adoção da metodologia OKR, Objectivies and Key Results, ou Objetivos e Resultados-Chave, em português.

Experimentação: em empresas tradicionais os produtos são testados pelos consumidores e o feedback é passado para a equipe realizar as mudanças. Esse processo pode ser demorado, fazendo com que a empresa não solucione o problema em tempo hábil e ainda tenha um alto custo por isso. Nas Organizações Exponenciais o produto passa por experimentação, validação e ajuste no mercado de forma contínua e ágil, em um prazo curto de tempo e com riscos controlados. A metodologia Lean Startup é uma abordagem constantemente aplicada pelas empresas nesse cenário.

Autonomia: a hierarquia de trabalho diz respeito à mesma ideia antiga que vimos no começo da aula sobre quantidade de pessoas relacionada à quantidade de poder. Organizações Exponenciais possuem equipes auto-organizadas e multidisciplinares que, mesmo apresentando uma estrutura hierárquica, trabalham com autoridade descentralizada. O objetivo das ExOs é recrutar talentos proativos capazes de gerir a si mesmos.

Tecnologias sociais: com esse atributo a comunicação se torna mais eficaz, os aprendizados mais rápidos e a equipe se torna mais organizada durante o rápido crescimento. Ismail, Malone e Van Geest definiram sete elementos-chave de tecnologia sociais que podem ser implementados em uma Organização Exponencial, são eles: objetos sociais, fluxos de atividades, gerenciamento de tarefas, compartilhamento de arquivos, tele presença, mundos virtuais e sensoriamento emocional.

Como citado por Daniel, os colaboradores do Stayfilm possuem um fluxo de atividades e gerenciamento de tarefas, onde cada um é responsável pela sua, a fim de trazer agilidade ao processo. A plataforma também trabalha com o mundo virtual, já que o produto é inteiramente produzido digitalmente e compartilhado através de redes sociais.

Os autores deixam claro que o importante não é se parecer com uma Organização Exponencial, e sim ter uma mentalidade exponencial. Adotar esses atributos é o diferencial para fazer o negócio crescer 10 vezes mais rápido do que empresas tradicionais, mas também é necessário sempre manter todos eles ativos para alcançar o crescimento e não perder os processos ao longo da jornada.

Assista a aula completa com o fundador do Stayfilm, Daniel Almeida! É só clicar no link abaixo:



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